
Como estudioso de electrónica, desde há imensos anos, e sendo um radioamador, com indicativo oficial, CT1DT, tinha de estar muitas vezes empoleirado no telhado da minha casa, a montar e estudar o comportamento de antenas.
Para ter muitos contactos com os outros colegas radioamadores, eu sempre usei a banda dos 40 metros, ou sejam 7 MHz. banda muito útil para quase todas as horas do dia e noite
Um certo dia, apareceram-me umas dores no pescoço, muito incómodas, um torcicolo, e que não me deixavam voltar a cabeça para lado algum... mas como estava a estudar um circuito eléctrico numa placa do tamanho de um vulgar cheque de banco, e ao tentar ajustar a sua ressonância, escolhi um sítio isolado no meu corpo, uma perna, mas quando o circuito começava a aproximar-se do que eu procurava, a perna começava a aquecer e eu já estava a usar uma baixíssima potência do emissor, o que me fez enorme confusão, até porque já tinha lido muita coisa sobre diatermia, mas a medicina só usava potências enormes, da ordem dos 100 e mais Watts !
Um certo dia, apareceram-me umas dores no pescoço, muito incómodas, um torcicolo, e que não me deixavam voltar a cabeça para lado algum... mas como estava a estudar um circuito eléctrico numa placa do tamanho de um vulgar cheque de banco, e ao tentar ajustar a sua ressonância, escolhi um sítio isolado no meu corpo, uma perna, mas quando o circuito começava a aproximar-se do que eu procurava, a perna começava a aquecer e eu já estava a usar uma baixíssima potência do emissor, o que me fez enorme confusão, até porque já tinha lido muita coisa sobre diatermia, mas a medicina só usava potências enormes, da ordem dos 100 e mais Watts !
Como diabo tão minúscula potência, me estava a amornar a perna ?

Dada a minha torturante dor do pescoço, lembrei-me de a colocar no sítio onde me doía, metida dentro duma capa de cheques, e ali fiquei, feito parvo, à espera de ver o que estaria a acontecer, mas ao fim de 5 minutos, já farto de estar naquela posição, retirei-a, mas as dores haviam desaparecido ! Aquilo até parecia magia !

Dada a minha torturante dor do pescoço, lembrei-me de a colocar no sítio onde me doía, metida dentro duma capa de cheques, e ali fiquei, feito parvo, à espera de ver o que estaria a acontecer, mas ao fim de 5 minutos, já farto de estar naquela posição, retirei-a, mas as dores haviam desaparecido ! Aquilo até parecia magia !
Chamei a minha esposa que, há muitos dias, tinha umas dores na coluna, devido a uns esforços que havia feito e perguntei-lhe se gostaria de experimentar "a coisa", pelo que ela, muito admirada de me ver já sem as dores no pescoço, logo se prontificou e se sentou ali ao meu lado, e eu coloquei a placa na zona sacro-ilíaca, entre as cuecas e a coluna, durante uns 15 minutos.
Qual não foi o nosso espanto, quando ela se refere a que as dores tinham desaparecido por completo e até levou as mãos ao chão, dobrando-se pela cintura, para me mostrar que o podia fazer agora, e sem dores...
Este assunto tão interessante, levou-me novamente à leitura de várias obras sobre as Ondas Curtas na Medicina, que possuo, todas em espanhol, mas em todos os aparelhos, eles usavam dois eléctrodos, enquanto eu só usava UM.. Ou seja eles usavam bipolaridade, enquanto eu estava a usar unipolaridade, além de minúscula potência...
Certo dia, uma vizinha me bateu à porta e trazia um livro de capa encarnada na mão e me disse:
"O Sr. Portugal, que muitas vezes vejo em cima do telhado com as suas antenas, e a trabalhar com ondas de radio, vejo aqui escrito que, para a sinusite, coisa que me atormenta há imenso tempo, eles dizem que as ondas de radio funcionam muito bem", e acrescentou: "O Sr. podia aplicar-me essas suas ondas de radio ? "
Como eu já tinha feito os ensaios comigo mesmo e com a minha esposa, prontifiquei-me a fazer mais um ensaio com a Placa, tendo o cuidado de lhe solicitar que mal ela sentisse um ligeiro amornamento, me dissesse, para eu ainda poder baixar mais a potência do gerador de radiofrequência, o meu emissor das telecomunicações.
Este assunto tão interessante, levou-me novamente à leitura de várias obras sobre as Ondas Curtas na Medicina, que possuo, todas em espanhol, mas em todos os aparelhos, eles usavam dois eléctrodos, enquanto eu só usava UM.. Ou seja eles usavam bipolaridade, enquanto eu estava a usar unipolaridade, além de minúscula potência...
Certo dia, uma vizinha me bateu à porta e trazia um livro de capa encarnada na mão e me disse:
"O Sr. Portugal, que muitas vezes vejo em cima do telhado com as suas antenas, e a trabalhar com ondas de radio, vejo aqui escrito que, para a sinusite, coisa que me atormenta há imenso tempo, eles dizem que as ondas de radio funcionam muito bem", e acrescentou: "O Sr. podia aplicar-me essas suas ondas de radio ? "

Ao fim de 15 minutos, quando lhe retirei a Placa da testa, ela logo me disse: "Eu já sou outra e até respiro com muita facilidade e já nem tenho as dores de cabeça nem os olhos a chorar, nem o nariz a pingar..."
Aquilo era bom demais, mas indiquei-lhe que devia voltar no dia seguinte, para fazer mais uma sessão.
Realmente ela apareceu, mas já sem qualquer sofrimento, e dizendo que por estar tão bem, talvez já nem necessitasse de mais.
São passados muitos anos, pois isto ocorreu em 1980, e como encontro muitas vezes esta vizinha, sempre lhe pergunto como está, e a resposta é sempre a mesma : "Como nova".
Foi por esta altura, que estando de visita a um campo de aviação, vim a conhecer um jovem dentista que estava a aprender, como eu, a pilotar um avião ligeiro ULM QuickSilver. Era casado com uma médica, que estava presente e dum miúdo muito simpático, o Joãozinho, mas com aspecto muito triste...
"Mas você quer ver-se livre dessa teimosa sinusite, com duas sessões ?" - perguntei-lhe eu.

"Mas você quer ver-se livre dessa teimosa sinusite, com duas sessões ?" - perguntei-lhe eu.
Como ele estava sempre com corrimento do nariz, e dores de cabeça, bem localizadas na testa, o que era péssimo para o seu oficio, dado estar sempre a necessitar das duas mãos, aceitou e nesse mesmo dia, que era sábado, ele me apareceu com a esposa e o miúdo.
Os médicos, normalmente, não querem nem por nada ouvir falar de medicinas alternativas, e a doutora ali estava ao meu lado, a assistir ao tratamento do marido, mas eu reparei que o miúdo estava com grande dificuldade em respirar... quase só lhe faltava chorar... muito quieto e calado... cheio de medo...
E vai daí, perguntei-lhe: "Mas esta criança está mesmo com falta de ar!?", ao que ela me respondeu que era um martírio, pois tinha de estar sempre com uma "bomba" à mão e muitas vezes haviam ido a um hospital, às tantas da madrugada, quando os ataques de falta de ar aumentavam, para lhe darem oxigénio...
"E pior" , acrescentou ela, "é que não vemos forma de resolver este problema".
Como sempre gostei muito de medicina e acompanhado meu avô médico, logo desde miúdo, como já tenho contado várias vezes neste blog, perguntei à Dra. "A senhora permite-me que o ausculte ?"
Como sempre gostei muito de medicina e acompanhado meu avô médico, logo desde miúdo, como já tenho contado várias vezes neste blog, perguntei à Dra. "A senhora permite-me que o ausculte ?"
Embora com ar de muito admirada, e testa franzida, ainda me perguntou : "Mas o Sr. também sabe auscultar ?"
Logo agarrei num dos estetoscópios que sempre tenho em casa, para medir a minha tensão arterial.
Mas para meu espanto, ao ouvir o pulmão direito do garoto, onde podia ouvir a entrada e saída de ar, perfeitamente, no esquerdo, era silêncio total ! Não havia daquela criança estar tão aflita!
Mas para meu espanto, ao ouvir o pulmão direito do garoto, onde podia ouvir a entrada e saída de ar, perfeitamente, no esquerdo, era silêncio total ! Não havia daquela criança estar tão aflita!
E entregando o estetoscópio à doutora convidei-a para repetir as minhas medidas e ela logo confirmou que realmente aquele pulmão parecia parado...
Perguntei-lhe: " Permite-me que lhe aplique uns 2 W de ondas de radio e só dois minutos ?", ao que ela respondeu que não via qualquer problema nisso e assim apliquei a Placa.
O pai do miúdo já tinha feito a sua sessão e já se sentia "desentupido" e aliviado, quando se foram embora, mas eu fiquei desejoso de ver o como o miúdo se iria mostrar no dia seguinte, pois era Domingo e era uma experiência com uma criança de tenra idade.
E assim aconteceu, voltando os três, no dia seguinte para uma segunda sessão do pai, embora estranhando muito o comportamento de calma do miúdo, já sem qualquer amostra de falta de ar, mas como os seus pais nada diziam, acabei por ir buscar o estetoscópio e vai de auscultar novamente o miúdo, já ouvindo lindamente o ar a entrar naquele pulmão esquerdo do garoto, agora activo uns 80 a 90 %. e voltei a entregar o estetoscópio à mãe para ela ver a diferença.
E assim aconteceu, voltando os três, no dia seguinte para uma segunda sessão do pai, embora estranhando muito o comportamento de calma do miúdo, já sem qualquer amostra de falta de ar, mas como os seus pais nada diziam, acabei por ir buscar o estetoscópio e vai de auscultar novamente o miúdo, já ouvindo lindamente o ar a entrar naquele pulmão esquerdo do garoto, agora activo uns 80 a 90 %. e voltei a entregar o estetoscópio à mãe para ela ver a diferença.
Aí perguntei-lhe: "Mas o miúdo tinha tido necessidade da "bomba" desde aquela sessão da véspera ?" ao que ela respondeu que não só não a havia pedido e até tinha levado o resto da tarde e todo o dia seguinte, em correria e alegria pela casa, coisa que há muitos meses ele não poderia fazer, com ataques de falta de ar.
Ainda lhe pedi um raio-x daquele minúsculo tórax, mas embora a mãe me dissesse que traria no dia seguinte, por qualquer motivo, que ainda hoje desconheço, não trouxe.
Tive de esperar uns 5 anos, porque não tinha a sua direcção nem telefone, até a voltar a encontrar em consultas, noutra terra, e mesmo pelo telefone, lhe perguntei pelo miúdo, ao que ela me respondeu que nunca mais tinha tido falta de ar, havia crescido imenso, era muito bom aluno e até fazia desporto, sem se cansar. Estava curado !
O entusiasmo pela diatermia feita com os pequenos emissores dos radioamadores, foi tal, que me obrigou a ter de construir mais de 400 Placas... mas ao chegar aos meus 80 anos, acabou-se a paciência e nunca mais construi nenhuma.
Entretanto, e durante todos estes anos, vários médicos me apareceram para experimentar a Placa neles ou em familiares e sempre com magníficos resultados.
Tive de esperar uns 5 anos, porque não tinha a sua direcção nem telefone, até a voltar a encontrar em consultas, noutra terra, e mesmo pelo telefone, lhe perguntei pelo miúdo, ao que ela me respondeu que nunca mais tinha tido falta de ar, havia crescido imenso, era muito bom aluno e até fazia desporto, sem se cansar. Estava curado !
O entusiasmo pela diatermia feita com os pequenos emissores dos radioamadores, foi tal, que me obrigou a ter de construir mais de 400 Placas... mas ao chegar aos meus 80 anos, acabou-se a paciência e nunca mais construi nenhuma.
Entretanto, e durante todos estes anos, vários médicos me apareceram para experimentar a Placa neles ou em familiares e sempre com magníficos resultados.
Ainda hoje, sempre que o meu pulmão esquerdo começa a piar e a dar-me tosse, lá vão alguns minutos sobre a clavícula desse lado, e fico sem pieira, durante uma data de dias.
Vai uma pessoa entender estas coisas...
Vai uma pessoa entender estas coisas...