quarta-feira, 7 de maio de 2008

O LINDO VESTIDO DE CETIM CASTANHO

Quando meu pai faleceu, em 1938, eu tinha somente 11 anos e ele 45.

Minha mãe era muito nova, linda e esbelta, mas tinha sofrido um enorme desgosto no seu primeiro amor, com um oficial madeirense de nome Santos Pereira, que tinha uma irmã com loucura, e disso veio a ter conhecimento a minha avó, que tinha um horror imenso às pessoas loucas.

Para piorar as coisas, minha avó teve conhecimento de que o namoro com o Santos Pereira, era mais devido a ele procurar uma pessoa que pudesse tratar e conviver com essa irmã louca, do que por amor.

Minha avó começou também a enlouquecer e de tal maneira que meu avô, sendo médico e verificando o estado de saúde da minha avó, que já andava às gargalhadas pela casa e dizer disparates... acabou por ir pedir carinhosamente à minha mãe, que desistisse daquele casamento, para não ficar com a sua mãe louca.

Mas aquele primeiro amor da minha mãe, quase deu com ela em louca, mas não viu outra saída, que não fosse acabar mesmo com aquele namoro...

Felizmente que, por casualidade, aparece em S. Miguel, um continental muito fino e delicado, que estava a montar em Ponta Delgada, umas máquinas da sua Empresa Nacional de Máquinas, de Lisboa e o dono das máquinas, desejou apresentar a este ilustre personagem, do melhor que houvesse em S.Miguel, e que era a minha família que vivia nos Ginetes, a 25 Km de distância, os meus avós e mãe, pessoas muito conhecidas na ilha pela sua virtuosidade a tocar piano.

Minha mãe estava ainda muito longe de ter esquecido o seu primeiro amor dos 20 anos, mas estava com certa curiosidade de conhecer essa visita continental, um tal Martins Faria, um pouco mais velho do que ela, mas que era uma pessoa muito alegre e faladora, além de apreciar profundamente, a boa música.

Quando chegou aquela rara sumidade e que foi logo recebida por meu avô e avó, mas minha mãe embora curiosa, estava um tanto relutante em aparecer...

Mas os meus avós é que simpatizaram muito com ele, até porque sabia muito de música, de automóveis, motores, mecânicas, de electricidade, tudo coisas que meu avô também gostava.

Até que chegou o momento de irem buscar a minha mãe e ela lá veio, muito envergonhada, conhecer o Sr. Faria, aquele personagem que tinha uma voz grave e muito bem timbrada com todo o sotaque continental, que tanto encanta dos açorianos, porque falam muito claro. Após poucos minutos de conversa, ele até disse que tocava violino e adorava o piano, pelo que estava desejoso de a ouvir.

Minha mãe logo se assentou ao piano e tocou uma das suas melhores interpretações, que deixou o Sr. Faria completamente encantado... Ele nunca tinha ouvido tocar assim... aquilo era demais !

Os meus avós estavam muito atentos aos acontecimentos, até porque desejavam ardentemente que minha mãe esquecesse aquele primeiro amor pelo oficial, e se deixasse aproximar deste jovem engenheiro de máquinas e tão conhecedor de música séria.

Assim, ficou combinado que na sua próxima viagem a S. Miguel, ele viria acompanhado do seu violino e fariam os dois, uns belos concertos.



Ele não era o que se pode chamar de homem bonito, mas o encanto da sua conversa, acabou por tocar bem perto a minha mãe que, a pouco e pouco se deixou levar pela sua agradável companhia, aquele tão lindo sotaque continental e habilidade para contar anedotas finas, até porque sabendo tocar violino, estava mais perto dela, do que o antigo namorado que só sabia tocar campainhas de porta... e tinha lá em casa, a tal irmã enlouquecida...


Assim, não foi difícil levar minha mãe a esquecer o antigo namoro e com tão enorme reportório musical, cada vez mais encantar o Sr. Faria, que a ouvia extasiado!

Meu pai era uma pessoa muito alegre, mas um tanto reservada, só se abrindo para pessoas muito especiais, daquelas com quem dá gosto conviver e além disso, estava solteiro e livre.

Daí ao seu casamento com a bela Maria da Luz, assim se chamava ela, foi um saltinho.

Como meu pai teve de vir ao continente buscar mais máquinas, tratou logo dos papeis necessários para o casamento e na volta, teve de passar pela ilha da Madeira, onde foi procurar saber quem era o tal oficial e, ao encontrá-lo, logo lhe perguntou:

«O Sr. é que queria casar com a D. Maria da Luz Leça? ", ao que ele respondeu de imediato que sim.

Meu pai sacou da algibeira os papeis para o casamento e lhe respondeu:
«Pois fique a saber que quem vai casar com ela, sou eu e até já levo aqui a papelada para o casamento..:"

O oficial nem queria acreditar, julgando que ele estivesse a brincar, e lá se despediram, embora deixando o oficial muito baralhado de ideias....

Mas nos Açores, houve qualquer complicação com as máquinas e ele teve de voltar urgentemente ao Continente, ficando combinado que o casamento teria de ser feito em Lisboa e assim vieram meus avós, a acompanhar a filha para que se casasse em Lisboa, o que veio a acontecer por volta de 1923.

Meu pai vivia por cima da Empresa Nacional de Máquinas, num prédio de esquina, imponente, e que dá para a rua da Palma e Av. Almirante Reis e Largo do Intendente.

Portugal estava constantemente em revoluções militares que iam deitando por terra, todos os empreendimentos em que meu pai se metia...

Entretanto adoece gravemente de diabetes e pulmões, indo acabar os seus dias nos Açores, em S. Miguel, na casa de meu avô, onde o vim a conhecer pessoalmente e assistir à sua morte.

Desta vida, faço fé, no meu blog, em "Martins Faria, uma vida de sonhos ".

Nove meses depois, nasce o meu irmão Carlos Mar, depois a minha irmã Maria Manuela, mas por qualquer motivo que desconheço, eu fui nascer em S. Miguel, nos Ginetes, na "casa cor de rosa" de que tenho falado várias vezes no meu blog, mas os outros irmãos já no Continente, novamente.

Esta conversa só serviu para que o meu leitor entendesse melhor o meu amor por S. Miguel.

Mas a morte prematura de meu pai, deixou a família em sérias complicações financeiras e embora ainda tivesse tirado o curso do Magistério Primário, e trabalhado com ele durante uns anos, acabou por saltar para Lisboa, onde arranjou emprego interno na Santa Casa da Misericórdia e teve de "arrumar os filhos", da melhor maneira possível .


É nesta altura que descrevo no meu blog, "Um açoriano abandonado em Lisboa", com enormes dificuldades financeiras, mas acabando por ir parar ao Arsenal do Alfeite, onde o seu Director Técnico, era o Eng. Vargas Moniz, amigo de infância da minha mãe, e de quem falei no meu blog, em " Meu amigo Eng. Rogério Vargas Moniz".

Infelizmente, a precária alimentação e muito cansaço, acabou por me originar uma grave doença pulmonar e isso, conto no blog, em "Atacado pelos ácaros".

Minha mãe moveu mundos e fundos, para que eu fosse para um sanatório dos instalados na Serra do Caramulo e como sempre, vestida de negro, se foi despedir de mim no comboio, na estação do Rossio, num apertado abraço, lavado em lágrimas, como eu já não via desde a morte de meu pai... provavelmente pensando que seria o seu último abraço dum filho, em vida, mas talvez devido à minha ignorância da importância da minha doença, até ia contente, pois o doloroso tratamento a que estava a ser sujeito em Lisboa, deveria ser menos mau no sanatório.

Felizmente que a morte só me agarrou de raspão e uns anos depois, eu me via curado e de volta a casa, a Lisboa.

Aí, cá estava eu sem emprego, mas como minha avó me tinha ensinado a falar, escrever e entender o inglês, um dia me entusiasmei em entrar no Consulado Americano e pedir para falar ao Sr. Cônsul que, após uma certa insistência minha, lá me atendeu e, como eu lhe expliquei que já havia construído a minha estação de radioamador, de que mostrei uma fotografia, que gostaria de trabalhar para a RARET, ele me deu a morada da Sede da Empresa e lá fui eu, onde fui muito bem recebido, talvez por ir recomendado pelo Sr. Cônsul...

A minha entrada em Benavente, foi trágico-cómica, porque nós éramos considerados "os americanos", mas era tudo malta muito nova e pronta a conviver.

É desta entrada em Benavente, que me refiro no blog, em "E me convidaram a tourear a cavalo", em Outubro de 2007.

Mas eu não havia esquecido aquela roupa preta que minha mãe teimava em vestir e jurei a mim mesmo, que logo que tivesse algum dinheiro, lhe ofereceria um tecido de outra cor e, assim, procurei o melhor que o Pedro Vermelho, que tem uma loja de fazendas, possuía, em Benavente, e que me recomendou um tecido de cetim castanho, realmente bonito.

De imediato saltei a Lisboa para ofertar aquele tecido à minha mãe que, talvez para me agradar, lá foi mandar fazer o vestido que lhe ficava lindamente. Que linda que ela ficava !

Ela era mais ou menos assim bonita, como nesta foto.

Sobre esta fisionomia muito suave, havia um olhos castanhos. Toda ela era romantismo para a música e o seu piano de cauda brilhava todo o dia.

Mas passado pouco tempo, eu venho a descobrir uma linda garota que me enfeitiçou desde o primeiro encontro !
Eu estava desejoso de meter conversa com ela, mas só conhecia bem um rapaz, um pouco mais novo do que eu e se chamava Gualtar Santos, e lhe perguntei se ele conhecia aquela garota de casaco vermelho, ao que ele me respondeu que conhecia e muito bem.
Assim lhe perguntei se ma poderia apresentar e marcou-se esse encontro para o dia seguinte, mas para meu espanto, ao chegar na hora certa, ao local, vejo o meu amigo abraçado à garota dos meus sonhos, na janela do rés-do-chão, e os dois com cara de gozo !
Quando me viram tão aflito, ele adiantou: " Não te aflijas. Ela é minha irmã Alice Rosa"... Livra, que alivio !

Ela era tão pobre como eu, mas de boas famílias, e dois anos mais velha do que eu, mas estava livre, embora tenha vindo a saber que tinha tido uma paixão antiga, mas nunca me disse porquê não a tinha usado para casamento... mas para mim, tanto melhor e queria lá saber dos antigamentes...
Mas como éramos ambos pobres e eu nem tinha reservas, toda a sua família achou por bem ajudar ao nosso casamento e, passados 2 meses, estávamos casados e a morar numa velha casinha, no meio do campo, que os seus avós tinham conseguido arranjar, por dentro e por fora, em Vale de Estacas, e até pertencia aos que foram os meus padrinhos de casamento, Dr. Ferreira Lourenço, Presidente da Câmara e sua esposa, a D. Joaquina.


Como ela estava ainda mais linda, vestida de noiva !
E, como não podia deixar de ser, lá estava minha mãe no seu vestido de cetim castanho, com um bonito chapéu, de abas largas, tão linda que mais parecia uma rainha e eu todo feliz.
A partir dessa data, e enquanto viveu até aos 95 anos, nunca mais a vi vestida de preto.

28 comentários:

Anónimo disse...

Bom dia Macanudo!!!
Peço desculpa pela intrusão no "seu" espaço, ao qual acedi via Ana Ramon, e felicito-o pela forma como, do malto dos seus oitentas e tais se agarra e dá valor à vida. As suas histórias de vida são autênticas pérolas que importa reter e divulgar e o Senhor fá-lo com muita qualidade e saber.
Aceite os meus sinceros parabéns e os votos de que continue a teclar por muitos anos.
Boaventura Eira-Velha
Escrito por: Anónimo em 2008/05/20 - 10:00:37

Anónimo disse...

Meu caro Mário Portugal

É provável que não se recorde assim às primeiras de mim. Sou o Nunes, mas o CT1CIR de Leiria e da ARAL, lembra-se?
Vim aqui parar vindo da Ana Ramon e depois de alguns desnortes, por causa dos blog e blogspot.com mas cá cheguei.
A transcrição que a Ana ramon fez no seu blogue é extraordinária e, só o facto de ela se ter lembrado de falar do meu bom amigo levou-me imediatamente aqui ao seu contacto.
Vou começar a aparecer por aqui. Tenho andado um tanto arredio das lides radioamadorísticas mas acho que vou voltar. Um dia destes...
Se tiver oportunidade de passar pelo meu blogue fica a situar-me melhor. Talvez.
Muita saúde, meu amigo, que disposição e vontade de continuar activo não lhe tem faltado.
Sempre QRV
A Nunes - CT1CIR Leiria

Escrito por: A Nunes em 2008/05/20 - 12:31:52

Anónimo disse...

Belíssimo texto, belíssima história, belíssimo... tudo.
Obrigada por emocionar o meu dia :-)

Escrito por: Maria Alfacinha em 2008/07/31 - 09:33:03

Mário Portugal Leça Faria disse...

Para conhecimento de todos os leitores, publica-se abaixo os 23 comentários publicados no site brasileiro Lima Coelho http://www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=1389" a propósito deste post "O lindo vestido de cetim castanho"

Anónimo disse...

Sobre os Dias e a Velhice
por Paulo Urban


Caro leitor, amigo da alma, falaremos sobre os dias e a velhice.

Muito importante que aproveitemos o tempo que nos é dado em nossas vidas. Às vezes, amarrados ao passado, ora ansiosos com o porvir, corremos o risco de nos deixar levar por preocupações que nos descentralizam do único instante que nos prende à roda da vida: o presente. Por isso ele se chama presente, pois é uma graça que nos é ofertada, uma chance a ser aproveitada com sabedoria.

Carpe Diem é a expressão usada por Horácio, poeta latino (Oda I; 11,8) que nos convoca a "aproveitar os dias". Afinal, somos seres temporâneos, centelhas de brasa a arder na fogueira da existência; somos como velas luminosas, queimando individualmente, ao longo dos anos, a justa quantidade de cera que nos cabe.

Iludidos quanto à natureza das coisas, chegamos a crer que vivemos enraizados sobre o solo seguro de um planeta Terra que, à primeira vista, parece estar parado. Percebemos mais claramente seu movimento somente quando vemos o dia transformar-se em noite, ou a noite dando lugar a um novo dia. Assim é o tempo em nossas vidas; infelizmente, costumamos dar conta de sua passagem apenas ao alcançarmos a velhice, quando então, via de regra, lamentamos o tanto de chances e oportunidades que desperdiçamos ao longo dos anos vividos, esbanjados numa juventude que não volta mais.

Felizes os que atingem a idade longeva mantendo nos olhos o brilho dos que sabem enxergar o presente como amigo, visto que aprenderam ao longo dos anos a aproveitá-lo sem culpa ou arrependimentos. A velhice, nesse sentido, torna-se uma das estações mais lindas, tempo de colheita interior. Mas para alcançarmos com lucidez e maestria esse campo de benesses, é preciso que comecemos a semear desde o início. Nossa semeadura começa na tenra ingenuidade da infância, de onde seguimos oferecendo préstimos à vida por toda entusiasmante juventude, também ao longo das severas épocas de estiagem que nos fazem percorrer a maturidade dos anos.

Por isso tudo é que estamos compromissados com o presente. Só ele pode nos dar a chance de fazermos a coisa certa: exige que escolhamos bem o destino que nos chama, que nos desculpemos pelos erros cometidos, que nos comprometamos com nossa missão terrena, exercendo-a com disciplina e, sobretudo, que enfrentemos os percalços do caminho, em razão do que nossa alma se aprimora e evolui, sempre refletindo e traduzindo em si o brilho da luz divina de que somos essencialmente dotados.

A luz da alma, entretanto, nunca envelhece. Renova-se em sua beleza jovial a cada sorriso dado ou conquistado, a cada sentimento puro que saiba conceber, aspirando por resguardar-se em mãos divinas, cujas bençãos nos revelam a transcendência, permitindo à alma vislumbrar seu traço de imortalidade. Neste estado de contemplação e êxtase, sagrado em sua singularidade, nem o tempo nem a velhice sãos obstáculos àqueles que aprenderam a sorrir com o coração e a aproveitar a luz de cada dia.

Paulo Urban
Médico Psiquiatra e Psicoterapeuta do Encantamento
e-mail: urban@paulourban.com.br
fone: (11) 3288 53 05

www.amigodaalma.com.br/conteudo/reflexoes/reflexao1.htm

Comentário Enviado Por: Janete Soeiro
Em: 15/5/2008

Anónimo disse...

Oi Mário, só agora (22:48) do domingo, Dia das Mães, li a sua crônica. Obrigada!

Comentário Enviado Por: Márcia Torres
Em: 11/5/2008

Anónimo disse...

Mário, acho seus escritos encantadores.

Comentário Enviado Por: Ismênia
Em: 10/5/2008

Anónimo disse...

Prezado Mário, gostei muito de sua crônica

Comentário Enviado Por: Olavo Silva
Em: 09/5/2008

Anónimo disse...

Oi Mário, fico encantada do seu amor por sua mãe

Comentário Enviado Por: Magna Lopes
Em: 09/5/2008

Anónimo disse...

MARAVILHA DE CRÔNICA

Comentário Enviado Por: Nícia Feitosa
Em: 09/5/2008

Anónimo disse...

Blz Mário

Comentário Enviado Por: Lelena
Em: 09/5/2008

Anónimo disse...

Máááááa'rio, bah! É uma linda memória

Comentário Enviado Por: Cátia Brunella
Em: 09/5/2008

Anónimo disse...

Realmente emocionante e bela

Comentário Enviado Por: Verônica Beltrão
Em: 09/5/2008

Anónimo disse...

Oi Mário, que linda crônica

Comentário Enviado Por: Eline Rodrigues Moura
Em: 09/5/2008

Anónimo disse...

Mário Portugal! Que beleza ler a sua crônica! Que bom saber como eram os costumes lá pelos meados do século passado! Admiro-o pela memória e pela maneira como vc coloca suas impressões por escrito. Grande abraço.

Comentário Enviado Por: Eurico de Andrade
Em: 09/5/2008

Anónimo disse...

É lindo! Que história maravilhosa

Comentário Enviado Por: Thaísa Neves
Em: 09/5/2008

Anónimo disse...

Muito linda!!!!

Comentário Enviado Por: Bruna Leite
Em: 08/5/2008

Anónimo disse...

É linda. Bem posso imaginar o que sentes.

Comentário Enviado Por: Carolina Magalhães
Em: 08/5/2008

Anónimo disse...

Caro Mário, que prazer ler tua crônica de memórias, na qual tua mãe aparece linda e deslumbrante

Comentário Enviado Por: Beth Lobo
Em: 08/5/2008

Anónimo disse...

Mário, obrigada por tantas emoções

Comentário Enviado Por: Maria de Lourdes da Silva Café
Em: 08/5/2008

Anónimo disse...

Uma crônica lindíssima. Que ser humano especial é o Mário!

Comentário Enviado Por: Maria das Graças Cordeiro
Em: 08/5/2008

Anónimo disse...

Que linda e doce crônica!

Comentário Enviado Por: Maria Aparecida Ribeiro Neves
Em: 08/5/2008

Anónimo disse...

B lz Mário...

Comentário Enviado Por: Edna Munhoz
Em: 08/5/2008

Anónimo disse...

Linda crônica. Parabéns Mário

Comentário Enviado Por: Jacilda Matos
Em: 08/5/2008

Anónimo disse...

Puro show!!!!

Comentário Enviado Por: Bárbara Heliodora
Em: 08/5/2008

Anónimo disse...

Mário, meu amigo você é pra lá de fantástico!

Comentário Enviado Por: Gilda Torres
Em: 08/5/2008

Anónimo disse...

Achei lindo...

Comentário Enviado Por: Mirna Brito
Em: 08/5/2008

somebody disse...

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